Sobre Adriano

Uma trajetória ampla que hoje encontra seu centro na clínica.

Sou Adriano Gosuen, psicólogo clínico e supervisor. Há mais de 25 anos, minha trajetória profissional atravessa psicologia, educação, direitos humanos, pesquisa, docência e trabalho em diferentes contextos culturais. Essas experiências não ficaram separadas: elas foram mudando a forma como escuto e compreendo uma história clínica.

Psicólogo pela Universidade de São Paulo (USP) · Mestre em Psicologia pela Universidade Federal de Uberlândia (UFU) · Doutorando pela Universidad de Buenos Aires (UBA) · CRP 04/52568

Adriano Gosuen, psicólogo clínico e supervisor

O que essa trajetória trouxe para a clínica

Uma história clínica nunca acontece fora de contexto.

Trabalhar com educação, direitos humanos, pesquisa, diferentes culturas e formação de profissionais ampliou minha maneira de compreender uma pessoa. Na terapia, isso significa olhar para pensamentos e emoções sem separá-los de relações, instituições, pertencimento, condições concretas de vida e das estratégias que alguém foi construindo para conseguir seguir.

Hoje, a clínica convive de perto com a supervisão e a docência. Acompanhar o trabalho de outros psicólogos e ensinar me obriga a explicitar raciocínios, rever certezas e continuar estudando. Esse movimento também retorna ao consultório.

Três eixos

Algumas experiências continuam presentes na maneira como trabalho.

01

Formação e clínica

Estudar para ampliar as perguntas.

Formei-me em Psicologia pela USP, onde também participei de pesquisa sobre desenvolvimento humano. Depois vieram o mestrado em Psicologia pela UFU, formação em mediação de conflitos, DBT e ACT e, atualmente, o doutorado na Universidad de Buenos Aires. Em 2009, fiz ainda uma especialização internacional em Saúde Mental e Direitos Humanos, em Pune, na Índia, em programa da Organização Mundial da Saúde com a Indian Law Society.

02

Pessoas, direitos e instituições

O sofrimento também tem contexto social.

Minha trajetória passou pela educação pública, pelo Ministério Público de São Paulo, por projetos ligados aos direitos da infância e pela formação de professores. Mais tarde, atuei voluntariamente no Ambulatório de Transexualidade do Hospital de Clínicas da UFU e coordenei grupo de homens no enfrentamento à violência doméstica. Isso reforçou uma clínica atenta à dignidade, às relações de poder e à não patologização da diferença.

03

Entre lugares

Viver entre contextos muda a ideia de pertencimento.

Estudei inglês no Canadá, fiz formação na Índia, trabalhei nos Estados Unidos e em Dakar, no Senegal, e hoje o doutorado me mantém ligado à Argentina. Essas experiências me deram contato direto com língua, deslocamento, adaptação e com a sensação de construir uma vida entre referências diferentes.

Psicoterapia para brasileiros no exterior

Também importa quem está do outro lado

Experiência compartilhada pode aproximar. Nunca substitui conhecer a sua história.

Também sou um homem gay. Digo isso de forma simples porque, para algumas pessoas, saber algo sobre quem está do outro lado importa.

Minha experiência pessoal pode facilitar algumas conversas, mas não me autoriza a presumir que conheço a experiência de outra pessoa. Histórias aparentemente próximas podem ser muito diferentes.

Na clínica, proximidade é útil quando aumenta a possibilidade de escuta — não quando vira uma explicação pronta.

Conhecer a página para pessoas LGBTQIA+

Como penso a clínica

Uma boa técnica não dispensa uma boa pergunta.

Eu não começo uma psicoterapia escolhendo uma técnica. Começo tentando entender o que está acontecendo, em que contexto, o que tem se repetido e que efeitos as maneiras de lidar com isso vêm produzindo.

Conceitos e procedimentos podem ser úteis ao longo do processo. O critério continua sendo clínico: isso ajuda esta pessoa, nesta história, neste momento?

Entender como funciona a psicoterapia

Para além do consultório

Outros trabalhos que também fazem parte desta trajetória.

Psicoterapia

Se fizer sentido, podemos começar por uma conversa.

Você não precisa chegar com tudo organizado para explicar. A primeira sessão também serve para conhecer meu jeito de trabalhar e avaliar, dos dois lados, se faz sentido seguirmos juntos.

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